Quinta-feira, Julho 19, 2007
500.000 Doentes Infertéis Ignorados
Veio hoje publicado no Público este
Texto sobre a Infertilidade. A ideia fundamental é que os pacientes desta doença são ignorados pelo Estado, pelas Seguradoras e pelos preços proibitivos da Procriação Medicamente Assisitida (PMA) no Sector Privado. Ainda a acrescentar a isto há o problema da distância geográfica de quem não vive nos grandes centros.
Infelizmente é assim neste País onde a classe médica tem um poder tão grande que pode condicionar as filas de espera nos (poucos) serviços públicos que tratam esta enfermidade para depois lucrarem a bom lucrar no sector privado. Quem diz nesta área médica diz noutra qualquer. Infelizmente nesta área há poucas instituições públicas que podem resolver este problema.
Quanto às Seguradoras, a sua natureza de Escorpião, de quem está sempre pronto a ajudar e quando os tomadores de Seguro precisam de ajuda fogem a sete pés, não há nada a esperar. Só se acontecer como em França que o Governo as obrigou a aceitar estes Seguros de Saúde a um preço razoável.
Há que consciencializar a maior parte de população para este problema. Há que passar palavra para fazer pressão sobre as autoridades. Assim não há taxa de natalidade que resista. Não há saúide psicológica que resista. Nada resiste. Sem esperança para quem é tardiamente e mal atendido nos serviços públicos ou para quem paga a preço de ouro no sector privado.
Vou começar a passar palavra!
# posted by António Gouveia : 19.7.07
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Quinta-feira, Junho 07, 2007
Anda tudo no ar com os Aeroportos
Parece que estamos talhados para ter os políticos incautos e desinformados que temos. De um lado, ministros que não têm valores cientifícos irrefutáveis, defensores das suas propostas. De outro, deputados que mudam de opinião estratégica como muda o vento e também defendem posições sem saberem, ou pelo menos sem mostrarem, fundamentar a o que dizem.
Falo sobre o Aeroporto da Ota.
Em primeiro lugar sou da opinião de que deve ser mais perto do centro da cidade. 40 ou 50 km é muito distante. Só se existir um comboio frequente, pontualíssimo e ultra-rápido é que esta distância se esbate. Digo ainda que não poria de parte a localização na margem Sul. Se a Auto-Europa está sobre um lençol freático e é estanque por que motivo um aeroprto não pode ser?
Em segundo lugar e em articulação com o ponto anterior, digo que os interesses dos actuais funcionários da Portela deve ser defendidos. Isto é o transporte para Lisboa deve ser assegurado para quem passe a ter uma deslocação regular para o novo Aeroproto.
Em terceiro lugar em termos de centralidade (Leiria Setúbal) parece-me que a margem Norte é mais central. Inequivicamente. Mas a ocupação do solo e maior nesta margem o que torna as expropriações mais caras e mais difíceis de fazer.
Em quarto lugar digo que o novo aeroporto deve ser espansível. Em 2006 o Aeroporto de Barajas em Madrid foi aumentado. Tem agora um terminal novo que é quase tão grande como os outros três juntos. Em vez de duas pistas paralelas tem agora quatro (2 mais 2). Pelo que sei na Ota isto seria impossível de fazer.
Em quinto lugar digo que o aterro a fazer na Ota é grande mas é mais um custo a pesar na balança de múltiplos custos e benefícios técnicos e económico financeiros desta obra de tamanha envergadura e dimensão temporal.
Em sexto lugar sairá efectivamente mais barato localizar o aeroporto junto de um local onde existam infraestruturas públicas e que não seja um deserto relativamente a esses equipamentos.
Em sétimo lugar digo que deve existir um aprofundado estudo e consenso técnico sobre as condições de voo da nova infraestrutura.
Fiz aqui um pequeníssimo relatório sobre as linhas orientadoras que esta obra deve seguir. Todos estes factores minúsculos, pequenos, médios grnades e/ou gigantescos devem ser tidos em consideração. Esta obra é estruturante para Portugal. Não se pode já ter decidido uma localização e ainda andar a discutir argumentos.
É triste ver uns que dizem ser a favor de uma coisa quando estão no governo e ser contra ela quando estão na oposição e não terem argumentos sobre a sua actual opinião.
É triste um decisor como o Ministro das Obras Públicas ser a favor de uma localização mas não dar respostas sobre questões técnico-financeiras e técnico- económicas quando é questionado sobre o assunto. Como o fez com as dez questões colocadas por Paulo Portas.
Longe vai o tempo em que, bem ou mal, Cavaco Silva e o seu Governo faziam este trabalhinho de casa que deve ser feito. Assim podem justificar tecnicamente uma decisão que segundo uns foi bem tomada segundo outros mal tomada.
Quanto à expressão "deserto" também eu a teria utilizado. Efectivamente caso qualquer uma das três relativamente longínquas localizações na margem Sul fosse escolhida, as infra estruturas a criar seria em número muito maior do que na Ota. Obviamente que a margem Sul não é um deserto. Antes pelo contrário. Mas a Ota tem mais infraestruturas por perto e está mais centrada relativamente à densidade populacional que rodeia Lisboa.
Vi ainda vários debates na SIC e na RTP. Não os vi na totalidade dado terem sido a hora qeu um trabalhador não pode ver se que estar descansado no dia seguinte. Mas vi muitos engenheiros a verem a sua parte do problema e escolherem a localização em função desse aspecto técnico. Não houve ninguém que fizesse a aglutinação numa balança de todos os prós e contras técnicos, económicos e financeiros.
Quanto a um estudo económico e financeiro o que está a ser feito pelo Prof. Augusto Mateus parce-me ser muito bem feito. Mas é só sobre uma localização - a Ota.
# posted by António Gouveia : 7.6.07
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Domingo, Fevereiro 11, 2007
Referendo do Aborto - Vitória do Sim
O Sim ganhou como se esperava. Ainda bem que assim aconteceu porque como disse Marta Crawford "a moral pública deixa de estar vinculada a uma ou algumas morais particulares".
Gostei de tudo o que aconteceu na generalidade embora reconheça que possam existir dificuldades na implementação da nova Lei. Gostei particularmente da subida da votação.
Esta é a minha opinião telegráfica sobre este assunto. Durante esta semana será mais desenvolvida.
# posted by António Gouveia : 11.2.07
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Domingo, Janeiro 21, 2007
Referendo do Aborto
Para mim há duas justificações para fazer um aborto hoje em dia:
Motivos de saúde - que impeçam a crainça de ser uma criança normal ou ponham em causa a saúde da mãe. Em ambos os casos o aborto é perfeitamente justificável e deve ter pelo menos a mesma atenção que qualquer outro acto médico no Serviço Nacional de Saúde;
Motivos económicos - Eventualmente os pais não têm meios de subsistência suficientes para dar uma educação capaz ao novo rebento. Podem por em causa o equilibrio financeiro da família. No meu entender o aborto embora criticável deve ser excpcionalmente permitido.
Relativamente a este segundo ponto tenho ainda que dizer o seguinte. Hoje em dia só não sabe e não evita uma gravidez indesejada quem não quer. Há tantos meio de informação sobre tantos meios anti-concepcionais que cada casal escolhe o que melhor se lhe adapta. Mesmo assim ainda se pode verificar falta de meios financeiros e um qualquer erro.
Concluindo digo que a vida deve ser protegida. Mas aquela que é sã e não põe em perigo os seus progenitores. Espero que este assunto se resolva com 23 anos de atraso, pois já era discutido em 1984. E que se vire a página nesta problemática da sociedade portuguesa. O que é mais premente e prioritário é um novo babny boom tal como já se está a equacionar noutros estados membro da União Europeia.
# posted by António Gouveia : 21.1.07
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Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
Muhammad Yunus e o MicroCrédito

Este ano parece que tivemos dois Prémios Nobel da Economia.
O dito prémio que foi atribuído a Edmund Phelps. Como de costume é um prémio de carreira para economistas com contributo relevantes para a minha Ciência.
E o Prémio Nobel da Paz. Este foi atribuído ao economista Muhammad Yunus inventor do MicroCrédito e o seu Banco Grameen.
O Microcrédito já existe desde 1976 quando esta ideia foi lançada no Bangladesch e já está em prática em muitos países do Mundo incluindo Portugal. O que é este conceito? Consiste é dar crédito com taxas de juro muito baixas ou nulas a pessoas que precisem de um pequeno investimento inicial para criarem o seu próprio emprego ou empresa.
O que está aqui em causa é que há pessoas com ideias de negócio, pessoas idóneas que, no entanto, não têm qualquer património que lhes sirva de fiança para criarem o seu trabalho ou negócio. Desta forma, e sendo as pessoas formadas e acompanhadas pela instituição bancária que lhes concede o crédito, podem montar o seu negócio e prosperar. Nalguns casos a prosperidade pode atingir grandes dimensões. Ainda bem que assim acontece. Noutros não atinge tamanhas dimensões mas cumpriu com o seu objectivo inicial. Também teve êxito.
Pessoas com espírito empreendedor não têm que ser necessariamente – no início das suas vidas – pessoas com património. São ao fim ao cabo, e independentemente da idade que tenham, que têm tudo menos o financiamento. Que, por exemplo, um avó rico lhes daria. Então porque não apoiá-las? Graças ao laureado estão a sê-lo por todo o Mundo.
A atribuição desde Prémio Nobel da Paz deve ser vista de dois prismas.
1. Há pequenos (grandes) problemas que se podem tornar grandes problemas mas que podem ser resolvidos com pequenas alavancas (soluções). De facto o desemprego é um grande problema individual que se pode tornar um grande problema social se não for resolvido. Mas não precisa de grandes medidas com grandes custos. Este MicroCrédito é uma pequena mas MUITO inteligente solução para o desemprego. Desemprego este que arrasta pobreza, fome e outros cancros da Sociedade Moderna. Depois já só se resolve, mas mal, com ajudas humanitárias e capacetes azuis.
2. Porquê o Prémio Nobel da Paz? Porque a pobreza, fome, crime e outros problemas sociais podem resultar em Guerras. É só por isso.
Em 1976 devia ser bastante inovadora esta ideia. Se calhar Yunus teve muitas dificuldades para impor a sua visão. Hoje em dia os grandes decisores já estão atentos e alertas para que grandes problemas podem ter pequenas soluções. Mas serão sempre soluções INTELIGENTES.
# posted by António Gouveia : 14.12.06
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Domingo, Dezembro 03, 2006
Papa Bento XVI e a visita à Turquia
Recentemente o Papa visitou a Turquia. País que fica no extremo oriental da Europa e 99% da população é de religião muçulmana.
Apesar do Papa não ter "pensado duas vezes" em declarações feitas recentemente sobre o Islão, pareceu-me mal agendada esta visita, numa altura em que o Primeiro-Ministro turco tinha uma reunião da NATO. Seria de conjugar agendas... Tmabém me parceu mal a forma como o Primeiro Ministro turco recebeu Bento XVI e "foi-se embora". Tudo decorre da má agenda.
Mas houve um aspecto a reter na visita do Papa Bento XVI à Turquia. O Santo Padre visitou vários templos muçulmanos incluindo a Igreja de Santa Sofia. Templo de duas religiões. Não hostilizou a religião dominante. Antes pelo contrário. Procurou ser diplomata. O que é positivo. Penso que nas entre linhas se pode ler que há aqui vontade de não hostilizar ninguém, de procurar respeitar as diferenças de todos. Mas também de fazer pontes com "facções" tolerantes e moderadas de outros mundos. Separando o trigo moderado do joio terrorista.
Verdade seja dita, goste-se ou não se goste não se pode medir o Islão pela bitola Bin Ladiana. Verdade também seja dita, Bento XVI, apesar de me parecer uma figura cinzenta, este neste episódio na senda de João Paulo II. Nota positiva.
# posted by António Gouveia : 3.12.06
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Quarta-feira, Novembro 29, 2006
Aeroporto de Lisboa
Recentemente ouvi que vão aumentar a capacidade do Aeroporto de Lisboa, quer em número de voos por hora, quer em portas de embarque (corrijam-me se estiver enganado).
Isto resulta de uma falta de planificação. Se a ideia é encerrar este Aeroporto quando o novo Aeroporto da Ota estiver pronto em 2017, está-se a fazer um investimento com uma utilidade temporal restrita. O número de voos actuais ainda não justifica a Ota. Mas enfim...
Quanto à Ota tenho a dizer que me parece longe de mais do centro da cidade. O que a pode aproximar é o tempo de transfer para o centro. Se for rápido, e de preferência pago pelas companhias aéreas (...), a distância é minimizada. A ver vamos como diz o cego.
# posted by António Gouveia : 29.11.06
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